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Poucas situações na vida são tão desgastantes quanto perder peso e vê-lo voltar. Para muitas pessoas, isso se repete há anos: perde peso, recupera, recomeça. E a cada ciclo, a mesma cobrança: faltou disciplina, todo mundo dá conta, só eu não.
A ciência descreve outra realidade. Por trás desse ciclo não estão a preguiça ou a fraqueza de caráter, mas a genética, os hormônios e o cérebro, que operam contra o esforço consciente num ambiente que favorece o ganho de peso. Compreender esses mecanismos é o que permite deslocar a culpa de quem vive com obesidade, hoje reconhecida internacionalmente como uma doença crônica, progressiva e sujeita a recaídas, semelhante à hipertensão e ao diabetes1,2.